A rotina dos operários que constróem a usina hidrelétrica de Simplício, quase na divisa do Estado do Rio com Minas Gerais, ganhou um atrativo inusitado: a visita de uma equipe de TV americana. A obra, que para olhos leigos parece um amontoado de ferro e concreto, é um prato cheio para o programa "Megaconstruções", do Discovery Channel, que mostra os bastidores de grandes projetos arquitetônicos do planeta.
Para entender e registrar os detalhes do empreendimento, que consumirá R$ 2,2 bilhões e terá 333,7 megawatts de capacidade instalada, o arquiteto e apresentador Danny Forster conversou com engenheiros e operários, e visitou túneis e comportas ao lado de sua equipe.
O interesse pelo projeto surgiu no mês passado, quando eles gravavam um episódio no Peru e entraram em contato com representantes da empreiteira que realiza a obra no Rio.
"Sempre estamos interessados em eventos esportivos grandes, como as Olimpíadas, para mostrar as construções que transformam as cidades. E o Rio conseguiu ser sede tanto da Copa do Mundo (2014) quanto dos Jogos Olímpicos (2016), derrotando Chicago e Obama", diz Forster, rindo. "Além disso, nunca tínhamos feito o programa numa hidrelétrica. Não se trata apenas de uma represa, um túnel ou uma casa de força. São sete túneis, duas casas de força, 13 canais!"
Antes de começarem a filmar no canteiro de obras, a equipe passou três dias no Rio, conversando com integrantes do Comitê Olímpico e tentando entender o funcionamento da cidade. A obra vai ajudar a atender o aumento da demanda por energia no futuro.
"Não procuramos somente construções gigantescas, mas as que apresentam significativo impacto na vida das pessoas", afirma Forster, que também é professor e dono de um escritório de arquitetura.
Sobre as dificuldades de comunicação nas cidades que visitam, em função da diferença de idiomas, ele explica:
"Eu também falo espanhol e italiano; muitas vezes usamos tradutores; e, na pior das hipóteses, recorremos ao gestual. Sabendo um pouco sobre o processo de construção, não há como não entender o que se encontra nas obras".
Já para driblar os perigos, os recursos utilizados são fôlego e sorte.
"Nos primeiros dias de gravação na hidrelétrica, ajudamos na construção de um túnel. Fizemos buracos, colocamos explosivos, os unimos com cabos e acendemos o "pavio". Tínhamos três minutos até a explosão, o que parecia ser suficiente. Mas, de repente, todos começaram a correr para longe como loucos. Eu pensava que fosse ser uma pequena explosão, como várias outras que já presenciamos. Mas foi algo muito maior. Só depois percebemos o tamanho do perigo", conta o câmera Jason Longo, que faz dupla com Danny desde o início do programa, há seis anos.
Apesar do susto, a equipe garante que ficou impressionada com a segurança da obra. A nova temporada, que inclui o episódio gravado no Rio e começa a ser exibida nos Estados Unidos em abril, chega ao Brasil até o fim de 2010 - aqui, o programa é exibido às quartas-feiras, às 17h. Nela, a equipe visitará ainda lugares como Cingapura, Johannesburgo, Abu Dhabi e São Francisco.
Para entender e registrar os detalhes do empreendimento, que consumirá R$ 2,2 bilhões e terá 333,7 megawatts de capacidade instalada, o arquiteto e apresentador Danny Forster conversou com engenheiros e operários, e visitou túneis e comportas ao lado de sua equipe.
O interesse pelo projeto surgiu no mês passado, quando eles gravavam um episódio no Peru e entraram em contato com representantes da empreiteira que realiza a obra no Rio.
"Sempre estamos interessados em eventos esportivos grandes, como as Olimpíadas, para mostrar as construções que transformam as cidades. E o Rio conseguiu ser sede tanto da Copa do Mundo (2014) quanto dos Jogos Olímpicos (2016), derrotando Chicago e Obama", diz Forster, rindo. "Além disso, nunca tínhamos feito o programa numa hidrelétrica. Não se trata apenas de uma represa, um túnel ou uma casa de força. São sete túneis, duas casas de força, 13 canais!"
Antes de começarem a filmar no canteiro de obras, a equipe passou três dias no Rio, conversando com integrantes do Comitê Olímpico e tentando entender o funcionamento da cidade. A obra vai ajudar a atender o aumento da demanda por energia no futuro.
"Não procuramos somente construções gigantescas, mas as que apresentam significativo impacto na vida das pessoas", afirma Forster, que também é professor e dono de um escritório de arquitetura.
Sobre as dificuldades de comunicação nas cidades que visitam, em função da diferença de idiomas, ele explica:
"Eu também falo espanhol e italiano; muitas vezes usamos tradutores; e, na pior das hipóteses, recorremos ao gestual. Sabendo um pouco sobre o processo de construção, não há como não entender o que se encontra nas obras".
Já para driblar os perigos, os recursos utilizados são fôlego e sorte.
"Nos primeiros dias de gravação na hidrelétrica, ajudamos na construção de um túnel. Fizemos buracos, colocamos explosivos, os unimos com cabos e acendemos o "pavio". Tínhamos três minutos até a explosão, o que parecia ser suficiente. Mas, de repente, todos começaram a correr para longe como loucos. Eu pensava que fosse ser uma pequena explosão, como várias outras que já presenciamos. Mas foi algo muito maior. Só depois percebemos o tamanho do perigo", conta o câmera Jason Longo, que faz dupla com Danny desde o início do programa, há seis anos.
Apesar do susto, a equipe garante que ficou impressionada com a segurança da obra. A nova temporada, que inclui o episódio gravado no Rio e começa a ser exibida nos Estados Unidos em abril, chega ao Brasil até o fim de 2010 - aqui, o programa é exibido às quartas-feiras, às 17h. Nela, a equipe visitará ainda lugares como Cingapura, Johannesburgo, Abu Dhabi e São Francisco.












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