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| (Imagem: Internet) |
"Para qualquer um, a camisa vale tanto quanto uma gravata. Não para o Flamengo. Para o Flamengo a camisa é tudo. Já tem acontecido várias vezes o seguinte:- quando o time não dá nada, a camisa é içada, desfraldada, por invisíveis mãos. Adversários, juízes, bandeirinhas, tremem, então, intimidados, acovardados, batidos. Há de chegar talvez o dia em que o Flamengo não precisará de jogadores, nem de técnicos, nem de nada. Bastará à camisa, aberta no arco. E diante do furor impotente do adversário, a camisa rubro-negra será uma bastilha inexpugnável."- Nelson Rodrigues
Foi uma noite daquelas no Mário Filho. A noite em que o espírito rubro-negro, a tanto tempo desacordado, ressurgiu. A mística de que tanto solicitava o treinador Reinaldo Rueda, apareceu. O Flamengo jogou como Flamengo. Jogou com raça, amor e paixão. Como manda o figurino rubro-negro. A torcida, que apoiava incessantemente, viu o time reagir de uma forma heroica, como nunca havia visto nessa temporada. O time funcionou, jogou como Flamengo, partindo pra cima do adversário e sem medo de arriscar. Ontem, podemos dizer sem medo: "Orgulharam o Manto."
Ver os jogadores daquela maneira, brigando por todas as bolas, dividindo, partindo pra cima, enfim, tudo aquilo que foi possível contemplar no jogo de ontem foi nada além de sensacional. O Flamengo saiu do comodismo de jogos anteriores. Se impôs. Jogou, como já disse acima, como Flamengo. O time do impossível, que conquista quando ninguém espera.
Diego, com uma cobrança de falta espetacular digna de aprovação do grande rei Zico, abriu o caminho. O Flamengo, por dois erros em jogo aéreo, sofreu o três a um. Mas lutou. E Felipe Vizeu, com uma verdadeira assistência de Everton Ribeiro, diminuiu. Logo em seguida, Willian Arão empatou. E a torcida acreditou. Acreditou que esse time pode ser campeão. Pode entrar pra história. Um dos destaques foi também o garoto Vinicius Junior, de apenas 17 anos, que entrou "pegando fogo". Tocou a bola para Everton Ribeiro dar a assistência no segundo gol e sofreu a falta do terceiro. Foi um grande jogo do futuro prodígio rubro-negro. Não se intimida em clássicos, tem entrado e feito a diferença.
O mérito também não é apenas dos jogadores, ou do técnico. Mas também nossa. A Nação foi e apoiou a todo momento, no Maracanã ou em todo o mundo, mesmo no momento da derrota por 3x1. Nos corações de todos, já dava para sentir que aquela noite não era apenas como qualquer outra. Era nossa. E foi. O gol de Willian Arão deu novamente a esperança de que o Flamengo que conhecíamos estava vivo. Particularmente, me senti indo do inferno ao céu em 10 minutos.
Obrigado pela noite, Flamengo. A classificação veio. E não poderia vir de maneira melhor. Foi épico. Vamos, Flamengo! Vamos ser campeões! Essa taça vamos conquistar!













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